terça-feira, 16 de setembro de 2008

Marujada ou Chegança

Marujada ou Chegança



HISTÓRICO: Segundo muitos Historiadores trata-se de uma manifestação que retrata as grandes façanhas marítimas dos portugueses durante o Império de Portugal, quando a sua época dos grandes navegantes e desbravadores.Não se sabe ao certo como surgiu, porem sabe-se que é a dramatização das lutas trágicas das conquistas do mar vivido pelos portugueses.É evidenciado a fusão de varias tradições Ibéricas,como a comemoração a vitória dos Cristãos sobre os Mouros invasores de Portugal,e também a comemoração da vitória do Catolicismo Romano sobre o Maometismo.


PERSONAGEM E VESTIMENTAS: Os personagens quase sempre são todos homens, muito raro uma mulher participar da Marujada,utilizam como vestimentas uniformes militares da Marinha,segundo o escalão militar.Os personagens são os seguintes:*General ou General Almirante,*Capitão Inglês:,*Ajudante-de-Ordem do Capitão Inglês(2) *Padre,*Marinheiros *Cristãos,*Marinheiros Mouros Piloto,*Rei Mouro, *Infante de Marrocos ou Príncipe ou Embaixador, *Capitão-de-Mar-e-Guerra, *Bandeiro (1 criança Cristão e 1 criança Mouro) ,*Gajeiro Grante ou Artilheiro, *Médico, *Dentista, *Ajudante Laurindo,*Comandante,*Vassalos(2),*Capitão Patrão,*Cozinheiro ou Comissário,*Tenente Guarda-Marinha.
A FESTA: É Praticada em Todas as Regiões do Brasil,mais destacando-se mais no Nordeste ,Centro-Leste e Sul são mais conhecidos,são mais praticadas nas Regiões Costeiras e Ribeirinhas, pois é fundamental a água na apresentação. Recebe varias denominações diferentes como : Maruja, Nau Catarineta, Barca ( em Minas Gerais), Barquinha(interior da Bahia), Fragata (interior da Bahia) e Chegança. São utilizados como instrumentos musicais a caixa(tipo de tambor),tambor e rabeca.É a representação das lutas entre cristão e mouros,esta luta é muito dramatizada principalmente no Natalino.


A festa na sua essência consiste no seguinte:


1.Uma embarcação navega com as duas tropas juntas os Mouros e os Cristãos.
2.Ao chegarem em terra ,primeiro desembarca os Cristãos, e depois os Mouros.
2.1 Em alguns locais é comum antes de começar a "batalha" irem saldar a Igreja e seus Santos.
3. Em um determinado local, formam-se duas filas, como se fossem combater uns contra os outros .No pelotão dos Cristãos o General,Capitão Inglês e o Padre ficam Sentados,atrás um menino(Bandeiro) segura uma bandeira(simbolizando Portugal,e os Cristãos).No pelotão dos Mouros apenas ficam sentados o Rei e o Embaixador trás um menino(Bandeiro) segura uma bandeira(simbolizando a Turquia e os Mouros).
4.Então é iniciada a dramatização com o Capitão de Mar e Guerra, que fala aos Mouros:"É chagado nesta nau Dão Silvestre de MarinhaGeneral feito em campanhadono de grande fidalguia."Com o fim do combate o Rei Mouro morrendo converte-se ao cristianismo, magoando seu filho, e os Cristãos vencem a batalha

AFOXÉ

Afoxé

É de Origem Africana ,apresenta no seu contexto elementos ligados a religiosidade dos africanos aqui no Brasil que para estes adeptos principalmente do Candomblé Jeje-Nagôs é quase que uma obrigação levar o axé (energia positiva) aos festejos que participam.Os antigos Afoxés ao se prepararem para desfilar sobretudo no Carnaval ,primeiramente eram preparados espiritualmente seguindo os Rituais do Candomblé nos Terreiros,com oferendas aos Orixás,pois eram adeptos ou muito ligados a esta Religião,atualmente isto não acontece pois muitas pessoas que brincam nos Afoxés não têm vínculos com o Candomblé,pois a liderança que organizavam tal desfile em muitos locais não mais pertencem ao líder religioso (Pai de Santo = Babalaorixa,ou a Mãe de Santo = Yalorixa.O Afoxé desfila separado de qualquer outra manifestação,pois apenas podem participar quem esta no grupo que na sua grande maioria são homens ,as roupas são iguais a todos,na maioria das vezes utiliza-se um adereços como Contas dos Orixás(conjunto de miçangas que unidas formam um tipo de colar que é preparado com ervas e outros produtos para poder ser utilizado pelo filho do Orixá como sinal de respeito e proteção,cada Orixá é representado por uma cor ou conjunto de cores nas contes),más muitas vezes as contas utilizadas no Afoxé não apresentam nenhum preparo espiritual,Turbante na cabeça,uma Bata (espécie de Camisa de origem africana) ,Calça todos da cor branca que simboliza a paz o Orixá Oxalá.Os Cantos e a dança executados durante o desfile estão também ligados ao Candomblé , o canto é em língua Nagô,os instrumentos musicais mais utilizados são os 3 atabaques( ru,rumpi,le),agogô ou gam,xerê.

DANÇA DE SÃO BENEDITO OU DANÇA MOÇAMBIQUE

Dança de são Benedito
ou
Dança Moçambique



ORIGEM: Não se sabe a origem precisa , embora o nome Moçambique,leve muitos pesquisadores a dar-lhe como de possível origem africana.Mas não foi trazido pelos escravos.Esta Dança é uma dança guerreira, muito antiga,em alguns Paises e como a Inglaterra é conhecida uma Dança parecida com o nosso Moçambique é a "Morris Dance"( Dança Moura), que se assemelha muito também à "Dança dos Pauliteiros " da Cidade de Miranda- Portugal. Pode ter sido praticada pelos Mouros na Península Ibérica,e foi também utilizada na Catequese dos índios no Brasil como precioso fator de recreação popular. O ponto maior da presença do Moçambique é no Vale do Paraíba do Sul, em São Paulo. Entretanto, também é encontrado no Rio de Janeiro,Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.




MUSICA E DANÇA:A confraria dos moçambiqueiros é mais folclórica do que a das congadas. A maior parte dos participantes é jovem.O regulamento é oral e são normas simples, criadas pelos grupos que dirigem as "Companhias de São Benedito" O canto é um louvor a um santo (São Benedito).

Daí a lenda de que foi este santo quem inventou a dança para alegrar seus devotos.veja o exemplo de um trecho de uma musica:




Esta dança é de São Benedito.


São Benedito foi quem dançou


ele dançou e subiu pro céu


hoje dançamos nós pecadores.


No desenrolar da festa existem várias danças.A parte dramática é insignificante. As danças têm nomes religiosos: Escada de São Benedito, Estrela da Guia, etc. A frente do Grupo é comum irem duas crianças segurando ,uma de cada lado, o Estandarte,ou bandeira que é onde esta representado a imagem de São Benedito. Para se dançar os brincantes usam bastões de madeira,que são batidos com espadas sempre acompanhada de uma coreografia , sob o comando dos seguintes instrumentos musicais ,que podem variar : tarol (caixinha de guerra),reco-reco,pandeiros, rabeca, tamborins, violas.Cantam louvações religiosas.

QUADRILHAS JUNINAS


QUADRILHAS JUNINAS


ORIGEM :Os estudos colocam a dança de quadrilha teve origem na Inglaterra, por volta dos séculos XIII e XIV. A guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra, serviu também para promover uma transferência cultural entre esses países. A França adotou a quadrilha e levou-a para os palácios, tornando-a assim uma dança nobre. Rapidamente se espalhou por toda a Europa, sendo assim uma dança presente em todas as festividades da nobreza.
Originalmente, em sua forma francesa, a quadrilha era dançada em cinco partes, em compassos que variavam de 6/8 a 2/4, dependendo da parte que estava sendo dançada, terminando sempre em um galope, que normalmente atravessava-se o salão.
A quadrilha não só se popularizou, como dela apareceram várias derivadasno interior. Assim a Quadrilha Caipira, no interior paulista (e Minas), o baile sifilítico na Bahia e Goiás, a saruê (deturpação de soirée) no Brasil Central e, porventura a mais interessante dentre todas elas, a mana chica e suas variantes... Várias danças dofandango usam-se com marcação de quadrilha, da mesma forma que o pericón e outros bailes guascas da campanha no Rio Grande do Sul.Nota-se que, numa coincidência que a Sociologia e a História explicam murta bem, uma dança nascida no meio do povo seis ou sete séculos atrás, voltou ao povo, em outro país e outra etnia mas praticamente conservando a mesma função antropológica, social e cultural. A Guerrra dos Cem Anos, entre a França e Inglaterra, acabaria levando a "country dance para a França. Lá, a palavra se afrancesou, transformou-se em contredance , uma dança em que os pares executam a coreografia, frente à frente, ou "vis-a-vis". A "contredance" se aportuguesou como "contradança" e quadrilha, mas que implica a formação de pares em alas apostas; a palavra é provavelmente derivada da "country dance" inglesa.Em dois séculos, a contradança perdeu aquela sua característica camponesa e rural para tornar-se a dança nobre por excelência, conquistando, primeiramente, a corte francesa e. em seguida, todas as cortes européias, incluindo a portuguesa.Chegou-se ao ponto de, no século 18, ela ter sido a grande dança protocolar, de abertura dos bailes da corte. A medida que ela foi se popularizando, principalmente no Brasil e Portugal, o nome quadrilha' foi começando a ser usado, seguindo, aliás,uma terminologia utilizada na Espanha e na Itália, onde identificava a contradança, dançada por quatro pessoas. Desta"quadrilha de quatro derivou a "quadrilha geral.
A quadrilha chegou ao Brasil no século XIX, com a vinda da Corte Real portuguesa. Rapidamente essa dança de salão, típica da nobreza, caiu nas graças do nosso povo animado e festeiro. É importante lembrar que a quadrilha é uma dança característica dos caipiras, pessoas que moram na roça e têm costumes muito pitorescos.
Hoje, porém , a dança apresenta marcação alternadamente , em português e francês macarrônico e mesmo em francês e linguagem sertaneja , utilizando expressões como: "Balancê" que quer dizer Balancer ,significando que todos os participante devem dançar balançando em seus lugares ,pares desligados."Cumprimenta vis-a-vis.Avan. tú", que quer dizer avançar para o centro a fim de cumprimentar com acêno de cabeça. "Anarriér",que quer dizer voltar aos seus lugares.
Em 1952 foram apresentadas, simultaneamente, 20 quadrilhas pelo " Baile do Poço " o que demonstrava o quanto este gênero era apreciado aqui no Brasil.
Os compositores brasileiros tomaram gosto pelo gênero e hoje em dia as quadrilhas possuem características bem nacionais.


A DANÇA DA QUADRILHA: A quadrilha é dançada em homenagem aos santos juninos ( Santo Antônio, São João e São Pedro ) e para agradecer as boas colheitas na roça. Tal festejo é importante pois o homem do campo é muito religioso, devoto e respeitoso a Deus. Dançar, comemorar e agradecer.Em quase todo o Brasil, a quadrilha é dançada por um número par de casais e a quantidade de participantes da dança é determinada pelo tamanho do espaço que se tem para dançar. A quadrilha é comandada por um marcador, que orienta os casais, usando palavras afrancesadas e portuguesas. Existem diversas marcações para uma quadrilha e, a cada ano, vão surgindo novos comandos, baseados nos acontecimentos nacionais e na criatividade dos grupos e marcadores. A marcação que apresentamos é uma das mais tradicionais e simples. Os comandos mais utilizados são(podem ocorrer variantes dependendo da região):


BALANCÊ (balancer) - Balançar o corpo no ritmo da música, marcando o passo, sem sair do lugar.E usado como um grito de incentivo e é repetido quase todas as vezes que termina um passo. Quando um comando é dado sópara os cavalheiros, as damas permanecem no BALANCË. E vice-versa.


ANAVAN (en avant) - Avante, caminhar balançando os braços.


RETURNÊ (returner) - Voltar aos seus lugares.


TUR (tour) - Dar uma volta: Com a mão direita, o cavalheiro abraça a cintura da dama. Ela coloca o braço esquerdo no ombro dele e dão um giro completo para a direita.Para acontecer a Dança é preciso seguir os seguintes Passos:


01. Forma-se uma fileira de damas e outra de cavalheiros. Uma, diante da outra, separadas por uma distância de 2,5m. Cadacavalheiro fica exatamente em frente à sua dama. Começa a música. BALANCÊ é o primeiro comando.


02. CUMPRIMENTO ÀS DAMAS OU "CAVALHEIROS CUMPRIMENTAR DAMAS" Os cavalheiros, balançando o corpo, caminham até as damas e cada um cumprimenta a sua parceira, com mesura, quase se ajoelhando em frente a ela.


03. CUMPRIMENTO AOS CAVALHEIROS OU "DAMAS CUMPRIMENTAR CAVALHEIROS" As damas, balançando o corpo, caminham até aos cavalheiros e cada uma cumprimenta o seu parceiro, com mesura, levantando levemente a barra da saia.


04. DAMAS E CAVALHEIROS TROCAR DE LADOOs cavalheiros, de mãos dados, dirigem-se para o centro. As damas fazem o mesmo. Ao se aproximarem, todos se soltam.Com os braços levantados, giram pela direita. Soltam-se as mãos, dirigem-se ao lado oposto. Os cavalheiros, de mãos dados, vão para o lugar antes ocupado pelas damas. E vice-versa.


05. PRIMEIRAS MARCAS AO CENTROAntes do início da quadrilha, os pares são marcados pelo no. 1 ou 2. Ao comando "Primeiras marcas ao centro , apenas ospares de vão ao centro, cumprimentam-se, voltam, os outros fazem o "passo no lugar . Estando no centro, ao ouvir o marcadorpedir balanceio ou giro, executar com o par da fileira oposta. Ouvindo "aos seus lugares , os pares de no. 1 voltam à posição anterior. Ao comando de "Segundas marcas ao centro , os pares de no. 2 fazem o mesmo.


06. GRANDE PASSEIOAs filas giram pela direita, se emendam em um grande círculo. Cada cavalheiro dá a mão direita à sua parceira. Os casais passeiam em um grande círculo, balançando os braços soltos para baixo, no ritmo da música.


07. TROCAR DE DAMACavalheiros à frente, ao lado da dama seguinte. O comando é repetido até que cada cavalheiro tenha passado por todas as damas e retornado para a sua parceira.


08. TROCAR DE CAVALHEIROO mesmo procedimento. Cada dama vai passar portadas os cavalheiros até ficar ao lado do seu parceiro.


09. O TÚNELOs casais, de mãos dados, vão andando em fila. Pára o casal da frente, levanta os braços, voltados para dentro, formando um arco. O segundo casal passa por baixo e levanta os braços em arco. O terceiro casal passa pelos dois e faz o mesmo. O procedimento se repete até que todos tenham passado pela ponte.


10. ANAVAN TURA doma e o cavalheiro dançam como no Tour(passeio em iportuguês). Após uma volta, a dama passa a dançar com o cavalheiro da frente. O comando é repetido até que cada dama tenha dançado com todos os cavalheiros e alcançado o seu parceiro.


11. CAMINHO DA ROÇADamas e cavalheiros formam uma só fila. Cada dama à frente do seu parceiro. Seguem na caminhada, braços livres,balançando. Fazem o BALANCË, andando sempre para a direita.


12. OLHA A COBRADamas e cavalheiros, que estavam andando para a direita, voltam-se e caminham em sentido contrário, evitando o perigo.Vários comandos são usados para este passo: "Olha a chuva , "Olha a inflação , Olha o assalto , "Olha o (cita-se o nome de um político impopular na região). A fileira deve ir deslizando como uma cobra pelo chão.


13. É MENTIRADamas e cavalheiros voltam a caminhar para a direita. Já passou o perigo. Era alarme falso.


14. CARACOLDamas e cavalheiros estão em uma única fileira. Ao ouvir o comando, o primeiro da fila começa a enrolar a fileira, como um caracol.


15. DESVIARÉ o palavra-chave para que o guia procure executar o caracol, ao contrário, até todos estarem em linha reta.


16. A GRANDE RODAA fila é único agora, saindo do caracol. Forma-se uma roda que se movimenta, sempre de mãos dados, à direita e à esquerdo como for pedido. Neste passo, temos evoluções. Ouvindo "Duas rodas, damas para o centro ; as mulheres vão ao centro, dão as mãos. Na marcação "Duas rodas, cavalheiros para dentro , acontece o inverso, As rodas obedecem ao comando,movimentando para a direita ou para esquerda. Se o pedido for "Damas à esquerda e "Cavalheiros à direita ou vice-versa, uma roda se desloca em sentido contrário à outra, seguindo o comando.


17. COROAR DAMASVolta-se à formação inicial das duas rodas, ficando as damos ao centro. Os cavalheiros, de mãos dados, erguem os braços sobre as cabeças das damas. Abaixam os braços, então, de mãos dados, enlaçando as damas pela cintura. Nesta posição, se deslocam para o lado que o marcador pedir.


18. COROAR CAVALHEIROSOs cavalheiros erguem os braços e, ao abaixar, soltam as mãos. Passam a manter os braços balançando, junto ao corpo. São as damas agora, que erguem os braços, de mãos dados, sobre a cabeça dos cavalheiros. Abaixam os braços, com as mãos dados, enlaçando os cavalheiros pela cintura. Se deslocam para o lado que o marcador pedir.


19. DUAS RODASAs damas levantam os braços, abaixando em seguida. Continuam de mãos dados, sem enlaçar os cavalheiros, mantendo a roda. A roda dos cavalheiros é também mantida. São novamente duas rodas, movimentando, os duos, no mesmo sentido ou não, segundo o comando. Até a contra-ordem!.


20. REFORMAR A GRANDE RODAOs cavalheiros caminham de costas, se colocando entre os damas. Todos se dão as mãos. A roda gira para a direita ou para a esquerda, segundo o comando.


21. DESPEDIDADe um ponto escolhido da roda os pares se formam novamente, Em fila, saem no GALOPE, acenando para o público. A quadrilha está terminada. Nas Festas Juninas Mineiras, após o encerramento da quadrilha, os músicos continuam tocando e o espaço é liberado para os casais que queiram dançar.

CAIAPÓ

Dança Caiapó

Histórico:Não se sabe ao certo como surgiu as primeiras manifestações desta dança o que se sabe realmente é que a Dança Caiapó é de origem indígena,más com grande modificação na sua apresentação, pois anexou elementos dos portugueses. Aparece em muitos dos Estados do Brasil, com variações em São Paulo, Rio e Minas Gerais. Os índios caiapó pertencem à família Tronco lingüística Jê.Em São Paulo viveram os Caiapó do Sul, que foram duramente combatidos pelos bandeirantes, e se deslocaram para o interior do país.A DANÇA: O tema principal é um ataque de um Curumim (menino em tupi guarani ) sofrido por um homem branco,resultando a morte do menino.Todos os índios (personagens) ficam em torno dele. Em desespero a tribo suplica ao pajé, para ressuscitá-lo com as suas magia. O ritual se processa por meio de baforadas de fumo .Ressuscitado o Curumim festeja dançando .O mesmo drama é repetido uma particularidade é a ausência de musicas ,apenas palavras em ritmo dos passos dos índios (personagens). PERSONAGENS: Participam do Bailado do Caiapó dez ou doze elementos:

1.Curumim
2.Cacique ou pajé
3.Dançadores.
4.Porta-Bandeira ou Porta-Estandarte(este personagem não é muito comum em todos os locais) Todos os personagens se apresentam como índios com vestimentas e adereços : Sobre o calção colocam um saiote de penas, usam cocar de penas coloridas, pintam o corpo ,rosto . Alguns amarram penas nas pernas. Quando não pintam o rosto usam máscaras, com grandes penachos pintados de cores .

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

CAPOEIRA E MACULELÊ


Capoeira

&

Maculelê



HISTÓRICO:A história da Capoeira confunde-se com a própria história do Brasil, pois é nela que vamos encontrar as primeiras manifestações. A Capoeira surgiu do negro cativo buscando sua identificação cultural frente ao sistema da escravidão em um ambiente adverso à sua aceitação junto à sociedade dominante. Há sessenta anos a capoeira ainda era considerada ilegal, reprimida pela polícia. Essa situação gerou um ambiente propício ao desenvolvimento da sua versatilidade. A Capoeira surgiu no Brasil no século XVI, com a vinda dos negros que aqui eram usados como escravos. Em ânsia de liberdade os negros criaram a capoeira, luta que supria a falta de força, compensando a má alimentação, numa demonstração de destreza e agilidade corporal. Então misturavam instrumentos musicais, dança e luta, tudo ao mesmo tempo, enganando seus Senhores de Engenho. Os negros quando fugiam, iam para as matas de onde originou-se o nome Capoeira, que em tupi-guarani significa MATO RALO. O Quilombo de Palmares, localizada na serra da Barriga, no Estado Alagoas. No Quilombo todas as crianças após os 10 anos, tinha o seu início na Capoeira. A Capoeira sofreu repressão por grande parte das autoridades policiais devido aos mau caráter e chegou a ser proibida em 1839 pelo Marechal Deodoro da Fonseca, e resistindo ao sistema até a sua legalização.A Capoeira é brincadeira, é um jeito de lutar jogando, rindo, dissimulando. Tem evoluído nos últimos cinqüenta anos, saiu das sendas da marginalidade e passou a ser praticada em academias, clubes e sua presença, obrigatória em espetáculos diversos.Tratando-se de uma cultura popular, a transmissão de conhecimentos de geração em geração vem ocorrendo de forma verbal e através da própria realização da arte. Sua expressão popular faz parte do vasto e rico legado da cultura brasileira e contém elementos de educação, arte, luta, esporte, terapia, assim como dança, lazer, folclore, história, ginástica, etc. A arte na Capoeira se faz presente através da música, do ritmo, do canto, da expressão corporal, da criatividade de movimentos e da presença cênica. A luta representa sua origem e sobrevivência através dos tempos na sua forma mais natural, como um instrumento de defesa pessoal genuinamente brasileiro, e uma estratégia de resistência ao aniquilamento de uma cultura. Como modalidade esportiva, ela possui elementos que se identificam culturalmente com seus praticantes, despertando o interesse da comunidade em geral. A sua prática, como forma de lazer e recreação, representa eventos conhecidos na comunidade como "rodas de capoeira", sendo evidente os seus efeitos terapêuticos em termos educacionais, ocupacionais e de reabilitação.O fim do regime escravocrata não significou a aceitação imediata da comunidade negra na vida social. Ao contrário, vários aspectos da cultura afro-brasileira sofreram violenta repressão, como a capoeira. O caso da capoeira é o mais evidente: essa forma de rebeldia, que já havia sido utilizada como arma na luta de inúmeras fugas durante a escravidão, tornou-se um símbolo de resistência do negro a dominação. Assim o governo republicano, instaurado em 1889, deu continuidade a essa política e associou diretamente a capoeira a criminalidade, como consta no decreto 847 de 11 de outubro de 1890 com o titulo " Dos Vadios a Capoeiras". Artigo 402 - Fazer nas ruas os praças públicas exercícios de destreza corporal conhecido pela denominação de capoeiragem: pena de 2 a 6 meses de reclusão.Parágrafo Único : É considerada circunstância agravante pertencer o capoeira a alguma banda ou malta. Aos Chefes, ou cabeças, impor-se-á a pena em dobro.Passou o tempo e a capoeira é praticada hoje não só nas ruas, mas nas academias e escolas.





Instrumentos Musicais da Capoeira:





O berimbau é o instrumento que comanda a roda da capoeira . Ele é um instrumento de uma só corda composto por uma verga de madeira (Biriba) , um arame , uma cabaça , um caxixi (chocalho artesanal) , uma vaqueta e para emitir seus sons é utilizado uma pedra ou dobrão (moeda de cobre) . Normalmente são utilizados três berimbaus simultâneos na roda , um gunga ou berra-boi , um médio e um viola que possuem sons que vão tornando-se mais agudos gradativamente . O que dá diferentes nomes aos berimbaus é a diferença no tamanho de suas cabaças sendo que o viola possui a menor cabaça e o gunga a maior cabaça . Portanto a definição do tipo do berimbau que está sendo tocado depende diretamente dos outros berimbaus presentes na roda . O berimbau varia suas notas musicais através de uma maior ou menor pressão do dobrão no arame e de se encostar ou não a cabaça na barriga do tocador . O berimbau é segurado com o dedo mínimo por debaixo do barbante que prende a cabaça ao arame pela mão esquerda . O dobrão fica entre o polegar e o indicador desta mesma mão . Com a mão direita o tocador deve segurar o caxixi e e bater ritmicamente com a vaqueta contra o arame .




Cabaças : Fechada; Gunga ou Berra-Boi; Média; Viola

Arame(Aço), caxixi, vaqueta e dobrão

Atabaque:Instrumento muito antigo de origem oriental, presente entre os Persas e os Árabes e muito divulgado posteriormente na África.Chegou ao Brasil introduzido pelos Portugueses para ser usado em festas e procissões de origem religiosas a princípio. Devido aos africanos já o conhecerem com o tempo outros tipos foram trazidos para nosso país chegando aos terreiros e posteriormente tornando-se um dos componentes do ritmo da roda de capoeira. É o principal instrumento de percussão da roda marcando o ritmo e facilitando a sincronia entre os três berimbaus.
Pandeiro:Utilizado na velha Índia e Península Ibérica na idade média em festas de bodas, casamentos e outras cerimônias religiosas. Foi introduzido no Brasil também pelos portugueses e utilizado posteriormente em rodas de samba e pelos negros na roda de capoeira, sendo um instrumento de percussão geralmente mais agudo que o atabaque.
Agogô:Foi introduzido no Brasil pelos africanos, sendo o termo agogô pertencente a língua nagô e significando "sino". É utilizado em folguedos populares, cerimônias religiosas Afro-Brasileiras e na capoeira. É um instrumento de ferro tocado com auxílio de uma vaqueta sendo hoje em dia o instrumento de percussão mais agudo da roda de capoeira, samba de roda e maculelê.

Capoeira Angola

É uma manifestação primitiva que nasceu da necessidade de libertação de um povo escravizado, oprimido, sofrido e revoltado. Podemos considerá-la a mãe da Capoeira Regional.A Capoeira Angola é luta, dança e jogo lúdico que envolve estilo, presença de espírito, flexibilidade e muita estratégia. É nela que o capoeirista tece movimentos que envolvem espiritualidade e disciplina mental e física. É a arte e filosofia em um único jogo.
A Angola é muito rítmica e ritualista e como muitas outras tradições africanas é oralmente transmitida de mestre para discípulo. Foi utilizada pelos escravos africanos para combater o poder de opressão do colonizador. Tem sua origem no N'golo uma tradição Banto que era relativamente pacífica.A roda de Angola se forma com 3 berimbaus, 2 pandeiros e 1 atabaque, onde normalmente todos os componentes do ritmo, com exceção do atabaque, são tocados sentados, podendo ainda serem usados o agogô e o reco-reco. A tradição nos mostra que os angoleiros costumam jogar calçados, com calça preta e camisa amarela sendo que muitos mestres se vestem todo de branco.Como nomes importante no mundo da capoeira Angola podemos citar Mestres Pastinha, Traíra, Cobra Verde, João Grande, Cobra Mansa, Angolinha, Moraes, Curió, João Pequeno, Gigante, Boca Rica, Aberrê, entre outros.


Maculelê

Muito comum no Interior da Bahia, precisamente na Região do Recôncavo e muito difundido na Cidade Santo Amaro da Purificação, o Maculelê, dentro das celebrações profanas locais, comemorativas do dia de Nossa Senhora da Purificação (2/Fev.), a santa padroeira da cidade.
Essa manifestação de forte expressão dramática, ponto alto dos folguedos populares, destinava-se a participantes do sexo masculino que dançavam em grupo, batendo as grimas (bastões) ao ritmo dos atabaques e ao som de cânticos em linguagem popular, ou em dialetos africanos. Dentre todos os folguedos existentes em Santo Amaro, cidade marcada pelo verde dos canaviais, o Maculelê era o mais rico em cores. Seu ritmo vibrante contagiava a todos.
São contraditórias e pouco esclarecidas suas origens. Tem-se como um ato popular de origem africana que teria florescido no século XVIII nos canaviais santo-amarense e que se integra, há mais de duzentos anos, nas comemorações daquela cidade.
Um dos seus registros mais significativos consta na nota fúnebre publicada pelo jornal "O Popular" (10/Dez/1873), que circulava em Santo Amaro: "Faleceu no dia primeiro de dezembro a africana Raimunda Quitéria, com a idade de 110 anos. Apesar da idade, ainda capinava e varia o adro (terreno em volta) da igreja da Purificação, para as folias do Maculelê. No início deste século, com a morte dos grandes mestres de Maculelê daquela cidade, o folguedo começou a desaparecer, deixando de constar, por muitos anos, das festas da padroeira.
Em 1943, outro mestre, Paulino Aluísio de Andrade, conhecido como Popó do Maculelê e considerado como "pai do Maculelê, no Brasil", reuniu parentes e amigos para ensiná-los a dançar, com base nas suas lembranças, pretendendo inclui-lo novamente nos festejos religiosas locais. Seu grupo passou a ser conhecido como "Conjunto de Maculelê de Santo Amaro".
Entretanto, é através dos estudos de Monoel Querino (1851-1932) que se encontram indicações de tratar-se o Maculelê de um fragmento do Cucumbi, uma dança dramática em que os negros batiam pedaços roliços de madeira, acompanhados de cantos. Em seu "Dicionário do Folclore Brasileiro", Luís da Câmara Cascudo aponta a semelhança do Maculelê com os Congos e Maçambiques. Emília Biancardi escreveu um livro de título "Olelê Maculelê", considerado como um dos estudos mais completos sobre o assunto. Como a intenção aqui não é arrolar todas as hipóteses levantadas sobre as origens dessa dança folclórica, os exemplos acima citados já servem para demonstrar o grau de incerteza que persiste com relação às possíveis interpretações sobre os primórdios do Maculelê.
O Maculelê vem sofrendo profundas alterações em sua coreografia e indumentária, cujo resultado reverte em uma descaracterização. Exemplo: o que era originalmente apresentado como uma dança coreografada em círculo, com uma dupla de figurantes movimentando-se no seu interior sob o comando do mestre do Maculelê, foi substituído por uma entrada em fila indiana com as duplas dançando isoladamente e não tendo mais o comando do mestre. O gingado quebrado, voltado para o frevo, foi substituído por uma ginga dura, de pouco molejo. Mais recentemente, faz-se a apresentação sem a entrada em fila. Cada figurante posta-se isoladamente, sem compor os pares, e realiza movimentos em separado, mais nos moldes de uma aula comum de ginástica do que de uma apresentação folclórica requintada. Deve-se reconhecer que não só o Maculelê mais por todas as demais manifestações populares vivas ficam sempre muito expostas a modificações ao longo do tempo e com o passar dos anos.
Assim aconteceu no Rio de Janeiro com o Maculelê original, vindo da Bahia: sofreu alterações. Entendo que todas essas modificações devam ficar registradas, para permitir que os pesquisadores, no futuro, possam estudar as transformações sofridas e também para orientar melhor aqueles que vieram a praticar esse folguedo popular, de extrema riqueza plástica, rítmica e musical, que é o Maculelê.

CURURU

Dança Cururu

HISTÓRICO: Segundo alguns pesquisadores,o Cururu é uma dança de origem tupi-guarani ,cujo função era ritualística (dança sagrada ),já outros pesquisadores a classificam como uma dança de influências em comunhão do misticismo feiticista ameríndio e os ofícios dos jesuítas sendo o Cururu uma cantoria de influências portuguesas ,africanas e indígenas. É uma dança paulista, goiana e do Mato Grosso .Há também no cururu a presença do desafio que é praticado por dois violeiros. Essa prática do desafio no cururu era muito praticada no interior paulista, região de Sorocaba e Piracicaba. Anteriormente era dançada nos templos.Mais tarde foi transportada para o domicílio do festeiro, onde se coloca um altar com o Santo Padroeiro do respectivo culto.É dançada exclusivamente por homens. O seu local de maior difusão e realização é o Estado do Mato Grosso.

INSTRUMENTOS MUSICAIS:Os instrumentos acompanhantes são os seguintes: violas, com cinco cordas duplas, adufe(tipo de Pandeiro) e pôr fim o reco-reco. O músico é o “instrumentalista”, e Cururuzeiro é o cantor do Cururu. Cantam de dois, sendo que um dos companheiros faz a segunda voz.Cantam quadras, sextilhas, décimas, liberdade de ritmo, apenas fiel à viola.O combate poético deve ser bem policiado, pois é dedicado a um santo.No glossário do cururu encontramos: 1. Canotio; contando-se de baixo para cima, a quarta corda da viola. É a corda chave , pois ela é que dá a zoada, o repicar da viola.2. Canturiano - é um bom cantor, experiente na função.3. Canturino é o cantor iniciante.4. Carreira - conjunto de versos com temas de santidade. Uma carreira pode versar sobre o nascimento, vida, padecimento de um santo, sendo muito comum também carreiras sobre a criação do mundo